Trajetória Musical

Meu primeiro interesse por música surgiu na igreja. O som do órgão litúrgico e dos coros me

despertava especial atenção. Pouco tempo depois ingressei em um coral de crianças e a música passou

a fazer parte da minha rotina. A partir dali, meu irmão teve interesse em aprender teclado, tendo por professor o organista que acompanhava o coro no qual cantávamos.

Fui, por pura curiosidade, apertando as primeiras teclas. Tentava ler e absorver algo do que meu irmão estudava em suas aulas de teclado. Minha insistência e o tempo dedicado ao pequeno teclado eram maiores que o do meu irmão, que de alguma forma me ajudava com o que tinha aprendido. Algum tempo depois, consegui sacar de ouvido o trecho de uma canção tradicional de Natal.

Dali em diante, desenvolveria a habilidade de meu ouvido e pegaria mais algumas dicas com o professor que meu irmão, ao ver meu progresso, tinha abandonado. Gradativamente, com muita observação, ia me aprimorando. A experiência como ouvinte também se aprimorava - ouvia todo tipo de música popular no rádio e me interessei por música erudita. Vi alguns concertos da Orquestra Sinfônica de Campinas (São Paulo) e ouvi obras clássicas de Beethoven, Mozart, Choppin, Strauss, Tchaikosviki, Vivaldi, Haydin, Hendel, Verdi, etc.

Na escola fui apresentado superficialmente ao rock dos Beatles e a outros contemporâneos, mas nada de rock havia me capturado até que eu completasse 16 anos. Durante um breve período (cerca de 1 ano e meio), estudei piano. A falta de um piano em casa, para um treino adequado, somada com minha imaturidade e uma didática pouco atraente me fizeram desistir de avançar com a música. No colegial, travei um insólito contato com o Led Zeppelin, através de seu segundo disco ("Led Zeppelin II", de 1969). Aquilo sacudiu minha vida. Conscientemente, decidi buscar tudo que me remetesse àquela sonoridade e àquela forma de fazer rock, que era inédita para mim. "Are You Experienced", da Jimi Hendrix Experience e uma coletânea do Deep Purple foram outros dois marcos muito importantes nesses primeiros anos de descoberta do rock.

Tinha uma amiga que era rockeira convicta. Tentamos concretizar algumas composições, mas nada que tivesse arranhado uma possibilidade mais concreta de som, tampouco a formação de uma banda. Um pouco antes de ingressar na faculdade, tive minha primeira experiência mais séria com banda, em um grupo de pop rock adolescente. Foi um desastre completo - além de não ter ficado satisfeito com nada do resultado do único show que fizemos, ainda estraguei um teclado emprestado. Quando fui para a faculdade, logo procurei uma banda, o que me ajudaria a fazer amigos e me enturmar. Deixei minha cidade natal (Campinas, SP) para estudar em outra cidade, bem menor e mais pacata (Lorena, SP). Encontrei caras que conheciam e apreciavam todo aquele material que eu estava descobrindo e que estavam precisando de um tecladista. O baixista Nenê Foroni, que seria meu companheiro de banda pelos anos que se seguiriam, ficou impressionado por eu já conhecer o Lynyrd Skynyrd (rs). Ao longo de toda minha graduação em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (2002 a 2007), toquei com a banda Bloody Mary. Aquela foi minha maior escola na música. Músicos e amigos como o próprio Nenê Foroni, Zemyr Bretas, Luiz Augusto Boldrin, Diego Pereira, entre outros, me ajudaram a ter uma forte noção de conjunto, a me portar diante do público e a entender tudo que envolve o aparato de uma banda.

Minha primeira experiência com um grupo autoral foi através da amizade e posterior parceria com a banda Massahara, de São Paulo, SP. Me envolvi com eles quando estavam deixando de ser um grupo dedicado aos tributos de ícones do rock pesado do início dos anos 70. Colaborei nos arranjos das músicas já prontas e contribui com composições que viriam a integrar o único álbum que o grupo gravou durante sua existência. A gravação do álbum da Massahara foi minha primeira experiência em um ambiente profissional de gravação e também meu primeiro contato com teclados vintage como órgão Hammond, piano elétrico Fender Rhodes e sintetizadores monofônicos. O álbum foi gravado em 2010 e lançado no ano seguinte. Essa primeira experiência em estúdio me marcou profundamente - desejei, a partir dali, gravar toda a música que existia e que viria a existir em minha mente. As possibilidades de obter a plenitude musical (de execução, de sonoridade, de conceito) em um estúdio vinham de encontro ao meu perfeccionismo. Ainda que eu gostasse (e ainda gosto, obviamente) de estar no meu palco, fui entendendo que o estúdio era meu habitat. A partir dali nos anos seguintes surgiram ótimas oportunidades de estar no estúdio e gravar com parceiros de diversas localidades.  

Em 2009 me mudei para o Rio de Janeiro, e nos anos seguintes consolidei dois projetos de rock progressivo que desfrutam de reputação positiva entre os fãs do estilo - Caravela Escarlate e Arcpelago. A visibilidade que meus grupos alcançaram me renderam convites para integrar projetos bastante relevantes, como a última formação do grupo setentista de rock psicodélico Módulo 1000, e para tocar em importantes ocasiões com o guitarrista Sérgio Hinds (da renomada banda progressiva O Terço), bem como integrar a banda do guitarrista solo Luiz Zamith. Em 2018, minha banda Caravela Escarlate assinou contrato com a gravadora norueguesa Karisma Records para a produção de três álbuns, e assim começou minha inserção no cenário internacional, incluindo distribuição mundial de nosso segundo álbum e resenhas em veículos de mídia especializada ao redor do mundo. No fim de 2019, comecei uma prolífica parceria com o guitarrista e compositor italiano C. Hill, que originou um projeto colaborativo multinacional, o Blue Rumble, cuja estreia em compacto aconteceu em 2020, ano em que comecei a trabalhar massivamente como session man para músicos dentro e fora do Brasil.

2020

Participação especial no álbum “Filhos de Kuandu” da banda Bâmos Q Bânia

Lançamento do Primeiro Single do Blue Ramble

Trabalhos nacionais e internacionais como
session-man

 

2019

Lançamento do 1º álbum solo - Volume 1

Relançamento internacional do álbum “Caravela Escarlate” pelo selo norueguês Karisma Records

Participação especial no álbum “And the Celestial Ascensions” da banda Gods & Punks

2018

Lançamento do álbum “Introspecção” de Luiz Zamith

Lançamento do álbum “Ponto de Partida” de Sérgio Filho

Participação especial no álbum “The Wandering Daughgter”

da banda Piah Mater

Participação especial no álbum “Adaptação” do projeto Origens

2017

Lançamento do álbum “Caravela Escarlate” 2º álbum

da Caravela Escarlate

Participação especial no álbum “Patagonia” da banda

Blind Horse

2016

Lançamento do álbum “Simbiose” com o Arcpelago

Lançamento do álbum “Rascunho” da Caravela Escarlate

2015-2011

Lançamento do álbum “Massahara” com a banda Massahara

Participação especial no álbum “Towards the Rising Sun”

da banda Barizon

Participação especial no álbum “Hot Rocks” da banda

The Mothers